EUA: Bin Laden, Saddam Hussein… Adios amigos.


Assassinatos, torturas física e psicológica, sequestros etc., configuram o modus operandi da nação mais rica do mundo há muito tempo.  Para levar a cabo os seus objetivos, a elite norte-americana não poupou nada e ninguém. Os índios das planícies centrais dos EUA sabem muito bem do que eu estou falando. Os que sobraram, é claro.

Índios norte-americanos: as primeiras vítimas da elite dos EUA

Acredito que a minha “fala” não configura nenhum tipo de “antiamericanismo” ou “esquerdismo”, afinal não estou inventando nada. A história mostra isso. O que me “choca” é a posição (não política) de intelectuais que compactuam com os desmandos dos EUA e não usam a sua influência para combater essa barbárie.

Na verdade alguns acadêmicos recebem benesses da nação mais rica do mundo através de bolsas de estudos, consultorias e visitas à “terra encantada” com tudo pago. E sejamos sinceros: lá é muito bonito. Letreiros luminosos, limosines, shoppings, produtos de alta tecnologia  e o que é melhor (ou pelo menos era): poucos pobres para poluir a visão da elite.

Mas, condenar as ações da Casa Branca através dos séculos é um dever moral  e, até mesmo cristão, de qualquer pessoa que realmente defenda um sistema internacional humano e decente. Que defenda os valores da Civilização. Não podemos nos comportar como os romanos.

As barbáries perpretadas pelos EUA que começaram com as duas bombas  atômicas sobre o Japão e culminaram com a prisão de Abu Ghrabi no Iraque, demonstram que a complacência  e a omissão  em relação aos atos dos EUA são injustificáveis. Se a desculpa de que a luta dos EUA contra o nazi-fascismo tornou o país um defensor da “democracia” na II Guerra Mundial, não podemos dizer o mesmo depois no pós-guerra.

Hiroshima: um dos maiores genocídios da Humanidade

Dezenas, milhares e quem sabe milhões de pessoas sofreram com certeza absoluta e de alguma forma com as políticas genocidas da Casa Branca para “conter” o comunismo.  A lista de países que tiveram as suas histórias alteradas pela intromissão do Tio Sam atravessa o mundo. Contudo, os EUA conseguiram manter através da ideologia a sua “áurea” de paladinos da democracia ao mesmo tempo em que fazia a alegria dos coveiros e donos de cemitérios.

Após o fim da URSS e do seu bloco, a justficativa ideológia para as políticas genocidas  de combate ao comunismo perderam a razão de existir. Após o 11 de Setembro, cujas causas não estão no Oriente Médio e sim na Casa Branca, a “áurea” de defensores do “mundo livre” acabou.

Sob o governo de George W. Bush todo o respeito ao Direito Internacional, aos Direitos Humanos e até o legado cristão foi banido da práxis norte-americana. A sevícia e a tortura tornaram-se “métodos de interrogatório”. O ato de flagelar um ser humano tal como os romanos fizeram com  Cristo, tornou-se corriqueiro em uma Civilização que se diz cristã até a medula. O mais inacreditável é que a tortura feita pelos EUA é “método de interrogatório” enquanto no Irã, por exemplo, seria com certeza Tortura.

Direitos Humanos e EUA: uma farsa

Depois da bagunça promovida pelos EUA e seus asseclas europeus contra a Líbia,  cujo governo era até o início do ano  “legítimo” diga-se de passagem, temos agora o exemplo de Osama Bin Laden (partimos da premissa de que ele foi realmente assassinado). Velho parceiro e colaborador da Casa Branca. Alías, como o foi Saddam Hussein.

Em um ato unilateral (mais um) os EUA invadiram um país (Paquistão) e assassinaram um homem desarmado. Esqueçamos quem era. Nada justifica uma execução sem qualquer tipo de julgamento. Até os nazistas tiveram um julgamento, mesmo tendo promovido a morte de milhões de pessoas. Mais uma aberração aceita por grande parte da comunidade  internacional. Esse é o país-modelo que as elites brasileiras e alguns intelectuais defendem?

Devemos escolher entre a barbárie o civilização. Muitos apóiam a barbárie.

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