O Brasil na Guerra Cambial: mais ações urgentes


A Reunião do G20 demonstrou o seguinte: “cada um por si e Deus por todos”. Os principais protagonistas econômicos do planeta assinalaram que não estão muito preocupados com o resto do mundo. Mundo que poderá naufragar em uma crise econômica sem precedentes no futuro próximo.

Guido Mantega em Seoul

Do lado do Tio Sam,  sacos de dinheiro para a população norte-americana gastar. Do lado chinês, sua moeda desvalorizada para manter a competitividade de sua economia. E o Brasil?

O Brasil deve começar a ver também o seu lado de maneira mais enfática. Salvemos nossa pele. O aumento do IOF de 2% para 6% não desanimou os investidores estrangeiros de aplicarem o seu rico dinheirinho aqui. Mesmo com a compra de dólares pelo Banco Central, a cotação do dólar dificilmente passa dos R$ 1,80. Mas quase sempre fica abaixo de R$ 1,70.

Se perdemos a nossa competitividade, só há um jeito: medidas que inibam a chegada em larga escala de dólares ao país. Uma delas seria novo aumento do IOF. Ou quem sabe, o sonho de todos: a diminuição da taxa de juros para patamares internacionais, fato que, por si só, não incentivaria a aplicação do dinheiro fácil no Brasil. Ou uma “quarentena” para os investimentos. Medidas heterodoxas? Mas quem disse que os tempos são “ortodoxos’”?

O fato é que se ficarmos esperando soluções “negociadas” que não estão em pauta, sairemos perdendo. Tal como a China e os EUA, devemos pensar nos nossos problemas.

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