O SUSPIRO DA DIREITA: A FALÁCIA DA “IMPRENSA LIVRE”


Isso é imprensa imparcial?As últimas semanas foram marcadas pelo desespero da “grande mídia” brasileira. Abandonando a sua tradicional retórica de “imparcialidade”, a revista Veja e a Folha de SP, por exemplo, passaram a exercer o direito democrático de defender um candidato à presidência.

Nos EUA é assim: cada jornal assume claramente a sua candidatura e toca o barco. Aqui, a neodireita tem vergonha de assumir as suas posições e se esconde sobre uma “imparcialidade” que jamais existiu ou existirá.

A “grande mídia” sempre quis vender a imagem de “isenta” e “imparcial”, algo que é impossível no Capitalismo. Como ser isenta e imparcial  se o que está em jogo é o lucro e as benesses do poder? Tem dono? Não pode ser imparcial.

Todas as pessoas com mais de 30 anos se lembram da armação feita por Roberto Marinho em 1989 contra o quase eleito Luís Inácio Lula da Silva. Onde estava a imparcialidade? Onde estava a vontade do povo?

Onde, também, estavam os “guardiões da liberdade” no processo de privatização ignóbil e espúrio de várias estatais do período FHC? O Brasil foi lesado… Fizeram a sua Cruzada pela moralidade? Não. E a compra dos votos para reeleição? Uma das coisas mais sujas da história desse país.

O tal Mensalão não foi inciado no governo petista. Já existia no governo mineiro de Eduardo Azeredo (PSDB). As provas estão com a Justiça. Isso foi mencionado? Claro que não. A relação da “imprensa livre” com o PSDB sempre foi muiro boa, obrigado.

E o vazamento de dados pela empresa da filha do Serra de 60 milhões de pessoas, denunciada pela CartaCapital há 15 dias? Só vale escândalo para o PT.

Afinal, FHC e a ARENA, perdão, o DEM, eram aliados e a “imprensa livre” amealhava grandes lucros. Agora a coisa mudou. Eles estão fora da “boquinha”, daí o ódio e o rancor.

A Folha achou que a Ditadura foi "Ditabranda"

UM “PAÍS DE RETARDADOS”

A ideia vendida pelos “guardiões da liberdade” (deles, diga-se de passagem) é de que a população que apóia a candidata governista receberá votos de “retardados”.

Segundo a Veja, a Folha e a “grande imprensa”,  não há o menor motivo para manter o PT no poder. Por quê? Porque para eles o crescimento econômico, a ascensão social, o aumento real do salário, a possibilidade da casa própria, o emprego etc, etc, etc, é perda de tempo. Isso, para eles, não é motivo.

Aos pobres caberia somente o sofrimento de conseguir comer o mínimo necessário e trabalhar por uma ninharia.

Se ocorreu alguma “melhora” o responsável na mente rancorosa da neodireita, foi FHC com a sua “política econômica” Na realidade, um Deus no Olimpo direitista e neodireitista. Ele fez e ainda faz tudo pelo Brasil.

Chegaram ao cúmulo de dizer que manter o câmbio flutuante é manter a “política econômica” de FHC. Senhores, pelo amor de Deus. Só acredita nisso os ingênuos. O processo é mais complexo. Aliás, manter o que não tinha? Não tinha política industrial, de consumo, de desenvolvimento etc.

O fato é que o Governo Lula não existe. Nada foi feito pelo seu governo, mas sim pelo Governo FHC. Este maravilhoso período da história brasileira. Tudo, absolutamente tudo teve origem no período FHC.

Mas por que ele não aparece no programa do Serra?

ACUADOS NA CASA GRANDE

O que estamos observando é o declínio contumaz da direita brasileira que durante os últimos 502 anos manteve a população na senzala, como alguns esparmos de caridade.

Contudo, a Abolição chegou e está se consolidando. Isso explica o desespero da imprensa golpista brasileira. Ela tentar subverter a ordem do processo em marcha no Brasil, chamando 80 % da população de idiota, desqualficada, ignorantes etc. Tudo isso de maneira sublimada e, em alguns casos, até com requinte.

A retumbante derrota da direita envergonhada e da neodireita, demonstra que o tempo da demagogia e dos negócios próprios acabou. Isso é o pano de fundo da “oposição” brasileira: “Não é justo que o PT fique roubando por tanto tempo. Esse espaço é nosso”.

A esquizofrenia direitista chegou ao seu clímax com o “perigo de uma Ditadura” no Brasil. É possível alguém ou um orgão sério propalar tamanhos impropérios? “Ditadura”? O que nós sabemos é que a Folha de SP publicou uma vez que a nossa ditadura militar foi uma “ditabranda”.

Depois confundiram (de propósito é claro) a indignação do governo (as declarações de Lula contra a “overdose homeotpática” de escândalos) com “cerceamento da liberdade de imprensa”. Como se existisse uma “imprensa impacial e livre” no Brasil. Cabe a Veja, o trabalho sujo de ludibriar os seus desinformados leitores: inventar a “ditadura”, o “totalitarismo”, os “gulags” etc. E o pessoal passa a repetir a mesma ladainha nas conversas…

Agora, os jargões populares são repetidos em algumas mansões de que a “maioria é burra”… mas a minoria é “inteligente”, é claro. Pegam ao pé-da-letra, algo que por si só é dúbio. Por exemplo: você é um péssimo cantor e é avaliado por cinco jurados. Os cinco jurados te reprovam por sua péssima voz. O seu conforto está garantido pela máxima de Nelson Rodrigues: “Toda maioria é burra”. Aí, você vai dormir tranquilo pensando que é Frank Sinatra.

UMA LIÇÃO

A principal lição a ser tirada do atual processo de desespero da direita e da neodireita brasileira é que elas estão perdendo definitivamente o poder obtido há mais de 500 anos. Nem mesmo, o oportunismo “escandológico” permitiu alterar o quadro eleitoral apesar da esquizofrenia da Veja.

O único perigo de “ditadura” é o da imprensa que vende uma imagem que não existe e nunca vai existirá. “Imparcial”? “Livre”? Eu acredito em Papai Noel.

Se a imprensa vai ficar dizendo que é “impacial” que seja realmente na prática e que não vire um partido político como é hoje.

Folha de SP, O Globo (nunca li), Veja, Estadão? Nem pensar. Prefiro não ler.