Sob o Signo da Barbárie


O Brasil é uma país fadado à barbárie. Aliás, o que chamamos de Brasil foi construído através da destruição de povos autóctones e com a escravidão. Estes dois fatores estão entranhados em nossa formação social e cultural de tal forma que, após mais de 500 anos (apesar de ter melhorado em vários aspectos) ainda vivemos sob esse triste legado.

O exemplo da semana é o caos do sistema penitenciário maranhense e brasileiro. Sim, a elite brasileira reproduz no sistema penitenciário o que ela fez (faz) durante mais 500 anos com os pobres no país: jogou a população pobre nas favelas em condições sub-humanas. As penitenciárias são as “neofavelas” do séc. XXI.  Ou seriam “condomínios privados” nazistas? Mas não somos o maior país católico do mundo? Não vamos às missas e cultos? Como é bom ser cristão…

Há pelo menos 20 anos o sistema penitenciário do país é um dos piores do mundo com a colaboração direta da casta judiciária brasileira que ostenta os maiores salários do país, inclusive com acesso diretos ao aumento dos salários. Um poder paralelo na República. A “República dos Bacharéis”.

Penitenciária de Pedrinhas. Maranhão

Descobriu-se também que pelo menos 50% dos presos na penitenciária de Pedrinhas está presa de maneira ilegal, ou seja: não deveriam estar onde estão. Com poucas penitenciárias e/ou vagas no sistema prisional, entulham-se mais seres humanos que não deveriam estar lá. Resultado: caos… a vergonha.

Mas devemos lembrar o seguinte: os governos à direita ou à esquerda reclamam de que não têm recursos para o investimentos.  Mas todos cobram investimentos ao mesmo tempo em que querem “inflação zero” e juros altos para combater essa mesma “inflação”. O discurso é  utilizado pelos “economistas-jornalistas” que estupram a nossa inteligência e a própria Economia todos os dias.

Contudo, existe uma lógica que é desprezada: se defendem o corte nos gastos públicos como podemos querer uma saúde melhor, habitação, segurança pública melhor etc.? Quem vai bancar isso?

Sistema Financeiro: obstáculo ao crescimento do país

Matematicamente não há saída para o atual quadro social e econômico sob o atual status quo. Aliás, existe uma saída para esse cenário sombrio: o fim do conluio Estado-Sistema Financeiro através do pagamento de juros. Conluio que os governos petistas não ousaram romper.

A discussão é muito simples: continuamos a pagar juros elevados para o sistema financeiro ou acabamos com essa relação promíscua. Ou defendemos o país rumo ao crescimento econômico.

Enquanto os bancos estiverem no topo da pirâmide de predadores do povo brasileiro, ainda vamos ver por mais 500 anos neste país  situações que estão muito mais para os países africanos em guerra civil do que para um país que está entre as maiores economias do mundo.

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