Atenas, Madri, Londres… A revolta das ruas.


A imprensa internacional (ocidental) promove mais uma vez a desinformação em grande escala. Ao melhor estilo soviético, os Donos da Verdade analisam as revoltas que vêm sacudindo a Europa como algo totalmente “descolado” da picaretagem financeira que explodiu nos EUA e levou o Velho Mundo à lona.

O caso britânico é interessante porque os “vândalos” resolveram fazer um estrago concreto. A baderna promovida  não deve ser analisada somente como  “vandalismo”. O “vandalismo” está associado ao status quo atual na Grã-Bretanha, ou seja: o arrocho econômico promovido pelo governo na área social.

Os drásticos cortes sociais são pano de fundo para a explosão. A morte de Mark Duggan foi somente o estopim do processo. Os economistas e o “Mercado” promovem a cantilena de que só cortando gastos é que o capitlaismo sairá de mais uma  de suas crises. É possível cortar o que não se tem? Há lógica em jogar milhões de pessoas em condições de miserabilidade ainda maior? É justo que que alguns vagabundos (não trabalham) que utilizam terno e gravata valham mais do que milhões de seres humanos?

Sim, porque a grande questão oculta é essa: estão salvando o rico dinheirinho de meia dúzia de pessoas  às custas de países inteiros. Exemplo? A Grécia. Volto a afirmar que a Lógica, a Matemática e o bom-senso estão sendo aniquilados da maneira impressionante.

A crise que começou em 2008 não tem como culpada a população, mas sim alguns  “investidores” que fomentaram  a especulação e governantes que fazem parte do cassino global. Não seria interessante a “imprensa livre” apontar as verdadeiras origens da crise e realmente apontar os culpados?