Grécia e o FMI: atestado de óbito pronto II


Sob a felicidade dos vampiros ( os “investidores), a Grécia deu adeus a sua vida terrena. Como não poderia deixar de ser, os gregos vão conhecer o umbral  a partir de agora. Vagarão em condições abjetas tal como grande parte da América Latina chafurdou na lama nos anos 1990. Nessa época, os defensores do neoliberalismo diziam a mesma coisa: “ Não tem outro jeito pessoal. É necessário abrir a economia” etc.

Agora, com o mesmo desrespeito à vida humana  jogam com cinismo a Grécia na cova dos leões. A mídia “especializada” trata os efeitos sobre a população do “Pacote da Miséria” como algo “normal”, “inevitável”. Basta “boa vontade” da população para a Grécia sair da crise. Basta a “boa vontade” para morrer de fome, viver na rua, ser humilhado etc. Senhores, de onde sai tamanho cinismo? Essas pessoas são seres humanos?  Notem que não existe população na Grécia para os vampiros. Existem números e nada mais.

Um sistema que trata pessoas como números; cidadãos como consumidores e o dinheiro como oxigênio, não pode durar muito tempo. Duzentos, trezentos anos de capitalismo é muito para a raça humana sobreviver. Sobreviveremos a isso?

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