Do Estado Parasita ao Estado Público: a verdadeira luta popular


A sociedade brasileira não tem classes sociais: têm castas. O Parlamento e o Judiciário sugam os recursos que deveriam ir para os mais pobres.

Os neoliberais sempre culparam o Estado pelo males da economia apesar de utilizá-lo nos momentos mais difíceis para salvar os lucros da camarilha. Um dos símbolos dessa lógica foi a ajuda trilhonária que Washington  deu aos capitalistas falidos na crise de 2008. Trilhões de dólares dos contribuintes norte-americanos foram literalmente doados ao sistema financeiro enquanto dezenas de milhares de cidadãos perdiam suas casas sem qualquer ajuda.

No caso brasileiro o Estado também sempre esteve (ou está) a serviço das elites. Índios, escravos, imigrantes etc., nunca se beneficiaram dos serviços estatais até pelo menos a primeira metade do século XX. O Estado brasileiro é um mecanismo para garantir as regalias da elite. Nada mais do que isso. A elite de origem portuguesa foi se dividindo ao longo dos  séculos criando outras: a política, a econômica e a judiciária. Em uma sociedade capitalista (o que alguns dizem existir no Brasil) essas camarilhas não poderiam ter tanta proeminência.

 

O Estado brasileiro é um mecanismo para garantir as regalias da elite. Nada mais do que isso.

 

As elites do Parlamento (Federal, Estadual e Municipal)  e do Judiciário afrontam a sociedade brasileira pelo seu parasitismo e defesa intransigente dos seus interesses. Aumentam e garantem salários muito acima da realidade brasileira. Salários absurdos para as duas camarilhas por meio de legislação que permitem aos seus membros aumentar os seus próprios salários à revelia da situação do país.

 

Castas brasileiras mantém milhões de brasileiros na miséria

Castas brasileiras mantém milhões de brasileiros na miséria

 

Em uma sociedade que diz ser capitalista isso configura  um sistema parasitário que freia o desenvolvimento do país e ao mesmo tempo retira das camadas mais pobres a possibilidade de sobrevivência. Nunca se coloca um freio nessa voracidade. O Estado no Brasil garante exclusivamente os interesses desses grupos.

 

As elites do Parlamento (Federal, Estadual e Municipal)  e do Judiciário afrontam a sociedade brasileira pelo seu parasitismo e defesa intransigente dos seus interesses

 

É verdade que através das lutas sociais tentou-se “domesticar” o ímpeto pela absorção dos recursos do Estado brasileiro através da Constituição de 1988. Foi através dela que se garantiu alguns benefícios para os “pés de chinelos”. Fato que provoca até hoje reclamações dos bacharéis.

Desde 1500 o Estado brasileiro é parasita. É fundamental que o Estado ser torne público. De todos.

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