Grécia: “walking dead” da vida real


A Grécia é o “Walking Dead” da vida real: não há solução sob o atual modelo.

Após chegar ao poder promovendo o discurso de rompimento com  a lógica de austeridade by FMI, o que se viu depois foi justamente o contrário. Para coroar a incoerência do Syriza, o ex-primeiro-ministro Alexis Tsipras convocou um referendo para a população dizer SIM ou NÃO ao acordo com os credores. A população grega disse NÃO e o acordo foi feito…

Como já coloquei em outras análises, não há solução para a economia grega sob as atuais bases propostas. Se fosse possível vender o país para pagar a dívida, o valor não auferido não quitaria a dívida com os tais “credores”. Na verdade basta o uso da matemática e da lógica simples: quanto mais “empréstimos”, maior será a dívida. Quanto mais recessão, menor será a capacidade do país conseguir se reerguer. A Grécia não existe enquanto agente econômico.

 

CRIS GREGA

 

A posição do governo alemão, criticada pelos próprios banqueiros do país, é que não há sentido em promover o genocídio contra os gregos. Alguns chegam a defender o perdão de parte da dívida para torná-la “pagável”.  Mas, como está nunca será paga. Por outro lado, muitos pagam e pagarão com as suas vidas. E como apontas alguns estudos, a Alemanha ganhou 110 bilhões de euros com a crise grega. Veja aqui o estudo.

Sob pressão do Syriza,  Alexis Tsipras renunciou. Agora ele tentará manter a austeridade sob um nova composição partidária. Sem os rebeldes do seu partido.

O fato é que nunca a realidade se aproximou tanto da ficção: a Grécia é o Walking Dead na vida real.

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